
Podem me chamar do que quiserem. Hoje já não me importo mais. Já disse, tenho mais o que fazer. Eu pareço ter um imã á criticas. Não me digam o que tenho que fazer. Não me falem que tudo que faço é
Lorrayne N.

Podem me chamar do que quiserem. Hoje já não me importo mais. Já disse, tenho mais o que fazer. Eu pareço ter um imã á criticas. Não me digam o que tenho que fazer. Não me falem que tudo que faço é
Lorrayne N.

Amor,
Nunca o compreendi. E sinceramente não espero que isso aconteça. Qual é a beleza de esperar algo que já se conhece? Qual é alívio de ver quem se gostaria, se já soubesse quem viria? Surpresa. Inesperado. Calor. Batimentos. Coração. Amor.
Não acredito que seja deste mundo, e que exista com tanta agressividade. Mas as provas me abatem, me cegam, e me dizem que sempre tô errada, e que a culpa é sempre minha. Que seja então. Não me farei em pedaços pra você juntar, porque meus cacos foram levados pelo vento lá fora, e já não sei onde foram parar. Deixe-me. Pode ir. Sua felicidade está onde ele estiver. Ele. Ele. O amor. Que não sou eu. Que não faz parte de mim. Não sou eu quem te cega, quem te deixa tonto com os cílios, que te enfraquece, que te arrasta. Então que seja como for pra ser. Mas que seja longe de mim. Porque é você que me enfraquece, que deixa tonta, que me diz o que não quero ouvir, que me mostra o que não quero ver, que me arrasta. Já não sei mais do que se trata. Amor? Não mais. Incômodo. Esse tipo de coisa que só a distância e o tempo cura. Ah, o tempo! Capaz de fazer as proezas mais improváveis, as mais indecifráveis. Capaz de me juntar, me refazer, como está fazendo agora. Já sinto novamente meus pés. Já sinto novamente a brisa leve no meu rosto, uma brisa com cheiro de esperança, que me sinaliza com sinais vermelhos tudo o que está em minha volta. Que me diz: Volta. E seja você. Onde está você?
L.

Penso no meu futuro como uma folha em branco, e a tinta para escrevê-la está em minhas mãos, mas elas tremem, e eu morro de medo que borrem o papel, que até agora estava em branco, intacto. Meu futuro, não é como folhas secas no vento, eu posso escolher onde elas poderão ir. E é esse o problema. A autonomia, que me assusta e não me deixa pensar com clareza. O mundo não pára, o tempo não pára pra que eu possa pensar, tudo acontece freneticamente, e eu? Eu também continuo andando, fazendo o que não quero fazer, dizendo o que não quero dizer, e não estando com quem quero estar. Cansei de culpar o destino por escolhas que eu tenho que fazer. Não dá mais pra fingir de Peter Pan, e não querer crescer, porque é inevitável, é necessário. E a tal da autonomia que me assusta, é que também me faz voar, e o medo que sai não sei de onde, ainda persiste. Mas eu continuo, porque o futuro é meu, e eu sou do tamanho dos meus sonhos, e acredite... Eu sou ENORME!! Digam o que quiserem, critiquem como for, agora olho pra frente, e já passei por você. Mais eu estava rápido demais, e só você não viu.


