quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Espetáculo Tempo



Esse tempo que tanto escrevo,

não ouso definir.

Por sua inconstante rota, és imortal e me move daqui.

Porque quando te perco,

é que corro atrás, mas você...

inconstante,

nem olha pra tráz.

Fico te gastando comigo mesma,

não é o melhor a se fazer?

é que me esqueço dos lados, há tanta coisa pra perceber!

Você, tempo

me consome

me come pelas beiradas e eu nem percebo.

È aí que mostras seu poder, me engana com maestria

e me faz perder.

O tempo que é meu,

não sei usar,

como tempestade de verão,

passa....

como acusar?

Com ritmo desigual,

irreverente,

é essa harmonia que me comove e de repente,

sou anônima, indigente.

Corpos esguios que se movem, voce é mais um,

eu sou mais uma, o tempo....o Senhor Tempo é mais um.

Contínuo, máquina, vida.

E assim somos apenas mais alguns...

perdidos, no tempo.




Aos bailarinos do CEP Comtemporâneo do Teatro Escola Basileu França. Obrigada, por me emocionarem e mostrarem o quanto amo a arte. Aplaudi de pé.
Lorrayne Nascimento

4 comentários:

  1. Grato pela homenagem! Parabéns à você também, por mais um texto esplêndido! Você já parou para pensar no tempo?! ... Claro que sim! rsrsrss!
    Amuuuuh muito!
    xoxo

    ResponderExcluir
  2. Muito obrigado....adorei o texto, parabens... cada um sempre encontra seu tempo, pois o tempo nunca é perdido, mas sim a perseverança sobre os sonhos....grande bj

    ResponderExcluir
  3. Muitíssimo obrigado pela homenagem...
    Estamos muito felizez por ter tocado as pessoas com a nossa proposta...
    LIndo o texto que vc colocou no blog...
    E lembre-se: "O tempo que você gosta de perder, não é tempo perdido".

    Bjuz....

    ResponderExcluir
  4. Nossa meninos,
    me sinto honradíssima por voces terem gostado, eu que tenho que agradecê-los pelo talento e beleza que vocês demostraram no palco, que me deu inspiraçao pra escrever. Obrigado, esse blog também é de vocês.

    ResponderExcluir