sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

...pra sempre.


"Algumas vezes na vida, você encontra uma amiga especial. Alguém que muda sua vida simplesmente por estar nela. Alguém que te faz rir até você não poder mais parar. Alguém que faz você acreditar que realmente tem algo bom no mundo. Alguém que te convence que lá tem uma porta destrancada só esperando você abri-la. Isso é uma amizade pra sempre. Quando você está pra baixo e o mundo parece escuro e vazio, sua amiga pra sempre te põe pra cima e faz com que o mundo escuro e vazio fique bem claro. Sua amiga pra sempre te ajuda nas horas difíceis, tristes e confusas. Se você se virar e começar a caminhar, sua amiga pra sempre te segue. Se você perder seu caminho, ela te guia e te põe no caminho certo. Sua amiga pra sempre segura sua mão e diz que vai ficar tudo bem. Sua amiga é pra sempre, e pra sempre não tem fim."

Marilyn Monroe.
 (Porque diva é diva. \õ/)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011




Charles Chaplin


"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.

Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.

Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.

Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira
criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando....

E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"

Charles Chaplin

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ah, essas mulheres!!



Engraçado... eu tava tentando escrever algo sobre mim, e me deparei com esse texto da Tati Bernardi, por isso vou deixar que ela fale por mim.


“E eu, como estava dizendo, sempre quis ser dessas mulheres imperfuráveis, inatingíveis, inaudíveis e incompreensíveis. Mas nunca consegui. Quando vou ver, já contei minha vida pra primeira pessoa que me deu um pouco de atenção. Já to rindo alto no restaurante porque não me controlei e fiquei feliz demais. Já escrevi um texto sobre o fulaninho da terça passada e publiquei numa revista. E o fulaninho ta morrendo de medo porque escrevi que gosto dele. E se alguém perguntar, vou dizer mesmo que gosto dele. E se ele não gostar de mim, minha tristeza não será segredo para ninguém. E minha pasta de dente é para deixar os dentes branquinhos. E quando vou ver, lá se foi a mulher misteriosa que eu gostaria tanto de ser. Porque eu jamais poderia ser uma.
E sofri anos com isso. Até que resolvi conviver de perto com algumas mulheres misteriosas para tentar descobrir o que se passa na cabeça e na alma desses seres incríveis que nunca têm nada a dizer, a doer, a aconselhar, a cantar, a dançar, a morrer de rir, a fofocar, a detalhar, a exagerar, a sonhar, a dividir, a acrescentar. E descobri que a coisa era muito mais simples do que eu imaginava: nada. Não se passa nada de relevante nem na cabeça e nem na alma dessas mulheres.

As mulheres misteriosas, tão admiradas e desejadas, não passam de mulheres sem a menor graça.
 Elas não calam por mistério, charme ou discrição. Calam porque simplesmente não há nada mais sábio que elas possam fazer.”

Tati Bernardi 


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mãe




Oração da Maçaneta
Gióia Júnior

Não há mais bela música que o ruído da maçaneta na porta, quando meu filho volta para casa.Volta da rua, da vasta noite, da madrugada de estranhas vozes, e o ruído da maçaneta, e o gemer do trinco, o bater da porta que novamente se fecha, o tilintar inconfundível do molho de chaves, são um doce acalanto, uma suave cantiga de ninar.
Só assim fecho os olhos, posso, afinal, dormir e descansar. Oh! a longa espera, a negra ausência, as histórias de acidentes e assaltos, que só a noite, como ninguém, sabe contar! Oh! os presságios e os pesadelos, o eco dos passos nas calçadas, a voz dos bêbados na rua, e o longo apito do guarda, medindo a madrugada, e os cães uivando na distância, e o grito alucinante da ambulância! E o coração, descompassado, a pressentir e a martelar na arritmia do relógio do meu quarto, esquadrinhando a noite e seus mistérios; Nisso, na sala que se cala, estala a gargalhada jovem da maçaneta que canta a festiva cantiga do retorno. E sua voz engole a noite imensa, com todos os ruídos secundários. Oh! os címbalos do trinco e os clarins da porta que se escancara, e os guizos das muitas chaves que se abraçam e o festival dos passos que ganham a escada! Nem as vozes da orquestra, e o tilintar dos copos, e a mansa canção da chuva no telhado, podem, sequer, se comparar ao som da maçaneta que sorri, quando meu filho volta. Que ele retorne sempre, são e salvo, marinheiro depois da tempestade, a sorrir e a cantar. E que, na porta, a maçaneta cante a festiva canção do seu retorno, que soa, para mim, como suave cantiga de ninar. Só assim, só assim, meu coração se aquieta, posso, afinal, dormir e descansar.