segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sentir-se humano



Por mais que eu me esforce, não consigo. Já me disseram: ‘Você é humana demais’. Olha só, agora isso é defeito. Tô começando achar que já não sou mais a mesma. Agora minhas atitudes são regidas por sentimentos novos, adultos talvez. Responsáveis talvez. A humanidade que refiro não é a biológica, é aquela genuína, pura, e até legítima que todo ser humano parece receber quando nasce, a de sentimento. Um anjo aplica uma injeção de humanidade no coração de cada criança. Elas nascem, crescem. Mas algumas arrancam o efeito da aplicação, quero dizer, acho que algumas arrancam o seu próprio coração. Alguns perdem essa habilidade, a destroem. E se voltam contra os que se humanizaram. Eu considero muitos sentimentos nobres, simplesmente pelo fato, de não serem artificiais, sabe? Aqueles que você percebe na pessoa quando ela menos espera, é natural, legítimo, puro, seu. Complicado isso tudo né? Também acho. Mais é disso que estou falando. Ser Humano. Somos contraditórios, confusos, dificilmente imparciais, incrédulos, românticos ou não, felizes ou não, somos todos intrinsecamente humanos. Essa humanidade que nos torna vivos, que modifica o mundo, que enlouquecemos, que nos entedia de nós mesmos, que nos deixa sobreviver. Você pode até não entender do que estou falando. Pois é, ta na hora de recuperar sua humanidade, há tempo.

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